MPT resgata 15 trabalhadores mantidos em regime de escravidão

O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 15 trabalhadores que eram mantidos em condições análogas à de escravidão, na quinta-feira, em um sítio em Arealva (SP), na região de Bauru. Eles trabalhavam na colheita de laranjas, informou nesta sexta-feira, o órgão.

Segundo o procurador Luís Henrique Rafael, eles recebiam R$ 7 por dia, não tinham carteira assinada e ficavam presos na propriedade durante a noite, sob a mira de uma espingarda. Uma pessoa responsável pelo sítio foi presa em flagrante e indiciada por porte ilegal de armas. Ele seria o responsável por ameaças aos trabalhadores.

De acordo com o procurador, os trabalhadores foram aliciados com falsas promessas de salário e moradia. Eles vêm da Bahia, Paraná e da região de Garça, em São Paulo. O responsável por agenciar os trabalhadores, conhecido como gato, cobra diária de R$ 30 da fazenda e repassa R$ 7, descontando dos colhedores valores referentes à alimentação, moradia, cigarros e aguardentes.

Os trabalhadores, segundo o MPT, viviam em um loteamento a 15 km da fazenda, que foi interditado pela vigilância sanitária. O procurador deve ajuizar ação cautelar pedindo a responsabilização do proprietário da fazenda e do gato na regularização das questões trabalhistas.