Família de suspeito de matar colega em escola nega crime, em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo ouviu na tarde desta sexta-feira a família do menino suspeito de ter matado o colega Miguel Cestari Ricci, 9 anos, dentro de uma sala de aula em uma escola de Embu, na região metropolitana de São Paulo. Segundo o delegado Carlos Eduardo Ceroni, da seccional de Taboão da Serra, a família do garoto negou que seu filho tenha sido o autor do disparo que matou o colega ou ser proprietária de uma arma de fogo. O revólver não foi encontrado. De acordo com a polícia, a hipótese mais provável é que a morte tenha sido acidental.

A família do suposto autor do tiro deixou a delegacia por volta das 19h. Eles não quiseram falar com a imprensa.

Os pais de Miguel saíram da delegacia por volta das 19h45 e disseram que a polícia está próxima de esclarecer a morte do menino. "O delegado disse que a única culpa da escola foi não ter uma câmera de segurança e ter limpado a sala, mas (a instituição) está colaborando", disse Roberta.

Muito emocionado, o pai do garoto, Denis, disse desejar que o falecimento do filho não fique impune. O delegado não concedeu entrevista e falou apenas informalmente com a imprensa.

Miguel foi baleado na quarta-feira, na Escola Adventista. Segundo a polícia, a arma do crime é um revólver calibre 38 e o tiro foi dado de cima para baixo, a menos de 5 cm do corpo do estudante. A mãe de Miguel já havia dito à polícia que seu filho lhe contou, na véspera do crime, que um colega queria lhe mostrar uma bala de revólver.