Escola onde menino foi baleado em São Paulo adia volta às aulas

A região metropolitana de São Paulo, adiou a volta às aulas até a terça-feira. A informação foi divulgada em nota oficial pela escola nesta sexta-feira.

Miguel Cestari Ricci, 9 anos, foi baleado, na quarta-feira, dentro da sala de aula. Segundo a polícia, a arma do crime é um revolver calibre 38 e o tiro foi dado de cima para baixo, a menos de 5 cm do corpo do estudante. A principal linha de investigação da Seccional de Homicídios de Taboão da Serra, em São Paulo, é de que o tiro que atingiu o menino foi acidental.

Segundo o delegado Carlos Eduardo Ceroni, responsável pelas investigações, a mãe do garoto disse - em seu primeiro depoimento, no dia do incidente, na delegacia da cidade - que seu filho lhe contou, na véspera do crime, que um colega queria lhe mostrar uma bala de revólver. O delegado ainda aguarda novo depoimento da mãe do menino para detalhar o caso.

Cerca de 30 pessoas, entre alunos, professores e familiares, já foram ouvidos. Os pais do garoto que teria falado sobre o projétil estavam na delegacia por volta das 12h30 para prestar depoimento.

Por volta das 13h30, chegou à seccional a avó de um aluno da escola, que, segundo ela, era muito amigo da vítima. Célia Burim afirmou que, em agosto, encontrou projétil no estojo do neto. Ela mandou um recado para a professora do menino relatando a situação e pedindo que a escola averiguasse o fato. A professora, segundo a avó, respondeu que iria passar a informação para a direção da escola, mas, na época, o fato passou desapercebido. "Liguei um fato ao outro. Se a escola tivesse prestado atenção antes, os pais que têm arma em casa teriam ficado atentos", disse a avó.

Na época, de acordo com a mulher, a professora apenas pediu para que o aluno jogasse a bala fora. A avó acredita, no entanto, que a professora não sabia que se tratava de arma de fogo. O delegado confirmou a versão, mas afirmou que, em princípio, o fato pode não ter relação com a morte do menino.