CNI/Ibope: governo Lula tem aprovação recorde de 77%

      BRASÍLIA - A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva atingiu novo recorde em setembro, segundo pesquisa do instituto Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a enquete, divulgada nesta sexta-feira, 77% dos entrevistados consideram o governo "ótimo" ou "bom", contra 4% que dizem ser "ruim" ou "péssimo".

Segundo a CNI, o Nordeste continua sendo a região com a maior avaliação positiva do governo: 83% dos nordestinos consideram o governo "ótimo" e "bom". A menor aprovação está na região Sul, com 71% de "ótimo" e "bom". A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 85%, mantendo o recorde registrado em junho.

Apesar do aumento na aprovação, a confiança no presidente Lula caiu cinco pontos percentuais, segundo a pesquisa CNI/Ibope, de 81% para 76%. Ainda assim, "um patamar elevado", diz o levantamento. O percentual dos que não confiam no presidente aumentou de 15% para 19% e, por faixa de renda, o maior contingente que diz não confiar está entre os que ganham acima de dez salários-mínimos mensais.

Áreas de atuação do governo

Segundo a CNI, a campanha eleitoral fez cair a aprovação da população em seis das novas áreas de atuação governamental avaliadas pela pesquisa. Houve queda na aprovação das áreas de educação, meio ambiente, segurança pública, saúde, impostos e combate à fome e à pobreza em relação à pesquisa anterior, realizada em junho.

"Os movimentos mais significativos podem ser explicados pela disputa eleitoral, pois as maiores quedas na aprovação ocorreram em setores que foram amplamente debatidos nas campanhas, como saúde, educação e meio ambiente", assinala a pesquisa.

Os organizadores da pesquisa ressaltam que os três itens restantes que registraram melhora na avaliação são da área econômica - combate ao desemprego, controle da inflação e taxa de juros. A política contra o desemprego teve aprovação de 64% dos entrevistados, índice recorde, enquanto a desaprovação caiu cinco pontos percentuais, para 30%.

A perda mais acentuada de avaliação, de oito pontos percentuais, ocorreu no meio ambiente, com 49% de aprovação, contra 57% em junho passado. Foi de oito pontos a queda na aprovação da política educacional, que atingiu 50%, enquanto a desaprovação subiu de 41% para 45%. As ações governamentais na área de saúde registraram piora significativa, com a aprovação decrescendo de 44% para 39% e a desaprovação se elevando de 53% para 57%.

A pesquisa CNI/Ibope, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 33162/2010, foi realizada entre 25 e 27 de setembro com 3.010 pessoas em 191 municípios. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.