Após incêndio em São Paulo, crianças esperam pais em centro comunitário

Após o incêndio desta sexta-feira na favela do Real Parque, na zona sul de São Paulo, dezenas de crianças aguardam pelos pais em dois centros comunitários que funcionam como escolas, na vizinhança da favela, na zona sul de São Paulo.

Segundo a diretora do centro comunitário Ludovico Pavoni, Neusa Soares Oliveira, 53 anos, a escola tem capacidade para 130 crianças e recebe nesta tarde mais de 200. Outras 10 crianças, cujos pais não foram localizados, estão em outra creche, a Caracol, nas proximidades da comunidade que pegou fogo nesta manhã. As crianças estão nas instituições porque seus pais tentam resgatar alguns pertences.

A diretora afirma que, além de recolher as crianças, o centro tem recebido donativos de pessoas que se sensibilizaram com a tragédia de quem perdeu tudo. "Recebemos leite, fraldas, pão, frutas, refrigerante, frios, papel higiênico e outros produtos não perecíveis", disse. De acordo com ela, a maior carência no momento é de água e alimentos de fácil preparo, em especial salsicha.