PF faz operação contra quadrilhas que fraudavam INSS em Goiás

GOIÂNIA - Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal pretende cumprir 11 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão em Goiás nesta quinta-feira. A operação Guia tem o objetivo de desarticular um esquema a fraudes previdenciárias no Estado. As ordens de prisão são direcionadas a cinco servidores da Previdência Social, um servidor da Receita Federal, um contador e seis intermediadores de benefícios previdenciários. A PF cumprirá ainda ordens de bloqueio de contas bancárias dos suspeitos. Ao todo, 100 policiais federais e quatro servidores da Previdência participarão da operação, realizada nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Hidrolândia e Nova Crixás. As investigações, que tiveram início em setembro de 2009, constataram a atuação de dois grupos criminosos nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. Segundo a PF, um dos grupos aliciava servidores do INSS com a finalidade de "criar facilidades" para concessão de benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para pessoas que não detinham os requisitos legais para percebê-los. O segundo grupo criminoso, ainda de acordo com a PF, especializou-se na criação de vínculos empregatícios falsos, por meio de transmissão de dados à Previdência Social via internet. Com isso, proporcionavam que seus clientes acrescentassem junto aos bancos de dados da Previdência Social tempo de serviço que, na realidade, não possuíam, com a finalidade de obtenção de benefícios previdenciários. Além disso, providenciavam a falsificação de documentos públicos e privados. Em seis meses de investigação, foram identificados 150 benefícios previdenciários com indícios de irregularidades, intermediados pelas duas organizações criminosas, o que ocasionou prejuízo aos cofres públicos num montante estimado em mais de R$ 3,3 milhões.