Em protesto por morte de jovem, grupo chama PMs de assassinos

Cerca de 300 pessoas participaram na tarde desta quinta-feira de um protesto pela morte do adolescente Leonardo Bento, 17 anos, baleado por uma policial militar na noite de quarta-feira, em frente a uma escola estrada M'Boi Mirim, zona sul de São Paulo. Chamando os policiais militares de assassinos, os manifestantes seguravam cartazes e camisetas com a foto do jovem, e pediram justiça no caso.

Acompanhados por cerca de 50 PMs, o grupo fez uma caminhada do hospital onde o adolescente teve a morte cerebral confirmada hoje até a escola Luís Magalhães Araújo, onde ele foi baleado. Na noite de ontem, a corporação foi acionada para conter um tumulto em uma festa organizada na via. Segundo a PM, a policial teria sido cercada por pessoas que tentavam retirar sua arma e o disparo aconteceu acidentalmente.

Próximo da família de Leonardo e amigo do adolescente desde a infância, Márcio Carmo Marinho afirmou que o ato foi organizado para que "mais um crime da PM não fique impune". Para ele, a polícia não está preparada para conter a violência na região nem para lidar com os jovens no momento da abordagem. "Hoje a gente tem mais medo da polícia do que do bandido", afirmou.

De acordo com o delegado titular do 100º DP, Ulisses Augusto Pascolati, a ocorrência foi registrada primeiramente como lesão corporal culposa, mas, com a morte da vítima, deve passar a ser tratada como homicídio com intenção. A PM deve ser indiciada por homicídio doloso. O delegado ainda deve ouvir os depoimentos dos adolescentes que estavam no local do crime.