Material apreendido no Amapá é periciado em busca de novas provas

Portal Terra

MACAPÁ - O material apreendido pela Polícia Federal no Amapá, na última sexta-feira, durante a Operação Mãos Limpas, começou a ser periciado nesta segunda-feira. O objetivo é verificar as provas que incriminem servidores públicos e autoridades em um suposto desvio de verbas federais do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Ministério (Fundef).

Além do governador Pedro Paulo Dias (PP), foram presas 17 pessoas, entre elas o presidente do Tribunal de Contas, José Julio Miranda, o prefeito de Macapá, Roberto Góes - que pagou fiança e foi liberado -, o primo dele Waldez Góes (PDT), ex-governador do Estado, a mulher de Waldez, Marília Góes, e o delegado Aldo Ferreira, que ocupava o cargo de secretário de Segurança. As prisões foram determinadas pelo ministro Fernando Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A PF informou que, durante a operação, foi constatado que o mesmo esquema era aplicado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado, na Assembleia Legislativa, na prefeitura de Macapá, nas secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária. A expectativa é que, nos telefones e computadores apreendidos, possam aparecer mais informações sobre como funcionava o esquema.

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Dalto Martins, não foi preso apesar de seu nome ser citado em vários meios de comunicação e estampado em um jornal de outro Estado como membro direto do sistema. Martins divulgou nota sobre o que chamou de "utilização imoral" de seu nome.