Fraudes eletrônicas causam prejuízos de R$ 900 mi por ano

Agência Brasil

S O PAULO - As fraudes eletrônicas em bancos causam prejuízo de R$ 900 milhões por ano, apesar do investimento de R$ 1,9 bilhão feito pelas instituições financeiras na prevenção e no combate a esse tipo de crime, afirmou, nesta terça-feira, o diretor técnico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Gutierrez.

As principais vítimas desse tipo de golpe, são as pessoa físicas. As declarações de Gutierrez foram dadas durante o seminário Crimes Eletrônicos ¿ A Urgência da Lei, na Câmara Americana de Comércio (Ancham), em São Paulo.

Segundo Gutierrez, o montante foi verificado em 2009 e deve se repetir este ano. Engloba valores desviados em golpes pela internet, centrais de atendimento telefônico e terminais de auto-atendimento, além de fraudes em cartões de crédito e débito. O representante da Febraban disse que os golpes em cartões são os mais comuns, correspondem a metade de todos os registros. Já as fraudes via internet representam 30% do total.

Para ele, a falta de cuidado dos internautas facilita os golpes, e os clientes devem se cercar de cuidados ao acessar a conta bancária pelo computador. Manter os programas antivírus atualizados, não abrir arquivos enviados por desconhecidos e não acessar mensagens eletrônicas de conteúdo sensacionalista são algumas dicas de segurança apontadas por Gutierrez. Ele recomenda também que clientes não acessem a conta em computadores públicos, como em lan houses ou cybercafés.

"O internauta deve evitar ser muito curioso, evitar abrir todo e-mail que chegue para ele (...) Também deve evitar digitar dados em computadores que outros possam usar", afirmou.