Dez aeronaves combatem incêndios em dois estados

Portal Terra

BRASÍLIA - Dez aeronaves do Instituto Chico Mendes (ICMBio) atuam no combate a três grandes focos de incêndio nos estados de Minas Gerais e Tocantins. Segundo Paulo Carneiro, coordenador-geral de Proteção Ambiental do ICMBio, os principais pontos de queimada estão concentrados nos parques nacionais da Serra da Canastra (MG), do Araguaia (TO) e das Nascentes do Rio Parnaíba (TO).

"O instituto possui atualmente dez aeronaves trabalhando nos incêndios. Dessas, seis são aviões de lançamento de água", disse Carneiro. Dois dos aviões de lançamento que estavam no Parque Nacional do Araguaia foram deslocados para a Serra da Canastra no último domingo. Apesar do fogo ainda não estar controlado, as aeronaves pouco podem contribuir nos trabalhos dos brigadistas de incêndio na ilha do Bananal, segundo Carneiro.

"No Araguaia, a aeronave não tem mais efetividade, porque a pista de pouso que usávamos está muito longe do foco de incêndio", disse o coordenador-geral. Segundo ele, as características do terreno também dificultam o combate às chamas pelo ar. "É um incêndio florestal, a aeronave solta água e a árvore não a deixa chegar até o solo", afirmou.

Segundo Carneiro, além dos seis aviões de lançamento, o ICMBio dispõe ainda de dois helicópteros para o transporte de pessoal e duas aeronaves de monitoramento dos focos. "Esses aviões cobrem grandes áreas e verificam se as ocorrências registradas pelos satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) são realmente focos de incêndio", disse.

As principais dificuldades enfrentadas pelos brigadistas de incêndio do ICMBio em todo o país são relativas à logística e à inacessibilidade de alguns pontos de queimada, de acordo com Carneiro. "É comum a gente ter que se deslocar a pé seis, sete horas até o local de incêndio", disse.

Para agilizar o combate ao fogo, tem sido "fundamental" o apoio das Forças Armadas na disponibilização de veículos para o deslocamento de pessoal, segundo o coordenador-geral. Ele cita a atuação do Exército no incêndio no Parque Nacional de Itatiaia, nas proximidades da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). "O apoio deles tem sido fundamental para nós. O incêndio ocorreu em uma região de difícil acesso, e o Exército apoiou a gente com helicóptero para transporte de pessoas", disse.

De acordo com Carneiro, não há dados oficiais sobre o total de funcionários e voluntários envolvidos na contenção dos incêndios. Atualmente, o ICMBio conta com 1,2 mil brigadistas, com contratos temporários de seis meses. A expectativa do instituto é de aumentar o efetivo para 1,6 mil até o final de setembro.