Staff de Dilma debate ampliação do acesso à educação pública

Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - O núcleo de campanha da petista Dilma Rousseff voltou a se reunir nesta terça-feira (3) para discutir tópicos do seu programa de governo a ser apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro de uma semana. No escritório em Brasília, estratégias para ampliar o acesso à educação superior pública e para aumentar o número de creches voltadas a crianças carentes.

"Nós tivemos um processo muito bem sucedido de interiorização (de universidades públicas). E eu vou continuar de forma acelerada nas cidades polos das diferentes regiões. Nas cidades menores nós vamos continuar expandindo a universidade aberta do Brasil", disse Dilma, após a rodada de debates com partidos que compõem a base de sustentação de sua candidatura.

Pelo projeto elaborado pelos aliados, as universidades teriam cursos de graduação focados em necessidades locais ou voltados à economia da região, ao passo que o programa Universidade para Todos (ProUni) seria expandido para outras instituições, e escolas técnicas seriam viabilizadas em municípios com população a partir de 50 mil habitantes.

"A questão que nos preocupa fundamentalmente é a qualidade da educação, do ensino básico passando pelo ensino fundamental até a pós-graduação. Da creche, da pré-escola e também da universidade. E essa questão da qualidade da educação está focada no pagamento e na valorização adequada do professor ou professora, que tem que receber um salário decente", explicou Dilma.

No campo esportivo, a proposta da candidata - ainda em fase de discussão entre a coordenação de campanha - é garantir a formação de atletas visando grandes campeonatos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016.

"Vamos ter uma política muito forte diante da questão da Copa do Mundo, mas, sobretudo, da Olimpíada na formação do atleta de esporte básico no Brasil. Por isso, (apresentamos) a proposta de cobertura de 10 mil quadras. Cobertura e construção. Cobrem-se 4 mil e constroem-se 6 mil quadras nas escolas de ensino básico no Brasil", disse.