Sem falar de nova CPMF, Dilma quer mais dinheiro para a saúde

Portal Terra

BRASÍLIA - A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, visitou nesta quarta-feira uma unidade da rede Sarah de hospitais de reabilitação em Brasília. Ao final da visita, a candidata falou com os jornalistas sobre a questão do financiamento para o setor de saúde. A ex-ministra da Casa Civil disse que "não é possível considerar a situação confortável com a saúde tendo perdido R$ 40 bilhões".

"Teremos de fazer o possível e o impossível com o que temos. Teremos de fazer um esforço para transferir dinheiro orçamentário para a saúde", disse.

Em 2007, o Congresso Nacional aprovou o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada com o objetivo de ser uma fonte de financiamento para a saúde. A candidata já havia criticado a oposição anteriormente por tirar dinheiro do setor.

A discussão no Legislativo passou a ser a criação de um novo imposto, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), que não é consenso entre governo e oposição.

Questionada se era a favor do novo imposto, a candidata afirmou que não estava discutindo esta questão, mas sim um programa para o setor. Dilma disse ainda que toda discussão a respeito da saúde passa pela questão do financiamento, mas ponderou que, geralmente, o problema de falta de recursos está acompanhado a um problema de gestão. "Eu acredito que muita coisa pode ser feita melhorando a gestão".

Dilma disse ainda que está finalizando a parte relacionada à saúde em seu programa de governo, e adiantou seu "interesse" em duas questões em especial: a prevenção do câncer e o tratamento da mãe e da criança. A candidata falou ainda do plano de ampliar em oito mil o número de unidades básicas de saúde e em 500 o número de unidades de pronto-atendimento.