Sarney leva cinco meses para responder sobre atos secretos do Senado

Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), enviou na terça-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) esclarecimentos sobre os atos secretos da Casa, cinco meses após receber um ofício com várias indagações sobre o escândalo. A demora no envio das respostas de Sarney paralisou o inquérito civil que apura os boletins sigilosos que criaram privilégios e nomearam parentes e aliados de senadores nos últimos 15 anos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

O inquérito foi aberto em junho de 2009 e deveria ter sido concluído no mesmo período deste ano, mas foi prorrogado por mais um ano devido à demora de Sarney. Entre março e junho de 2010, dois ofícios foram enviados diretamente ao presidente do Senado. A assessoria de Sarney divulgou ontem o ofício em que o senador diz ter enviado as informações solicitadas. Para o Ministério Público Federal (MPF), o esclarecimento das indagações é fundamental para o andamento do inquérito.

Um dos questionamentos envolve João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto do presidente do Senado que trabalhou por 1 ano e 9 meses no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e foi demitido, por ato secreto, em outubro de 2008. Os procuradores querem saber quem o substituiu no Senado.