Para Dilma, vantagem em pesquisas não é garantia de vitória

Portal Terra

DA REDAÇ O - A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou neste domingo (8), que as pesquisas de intenção de voto não retratam o futuro nem garantem vitória. A ex-ministra fez caminhada na manhã de hoje em Ceilândia, cidade do entorno do Distrito Federal.

Pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira aponta liderança da petista na corrida presidencial, com 39% das intenções de voto, contra 34% do tucano José Serra.

"Eu não acho que a pesquisa seja um retrato do futuro. Ela reflete esse momento recente e o que aconteceu do passado até hoje", avaliou Dilma. "Ela reflete uma tendência de crescimento. Mas ninguém pode pegar pesquisa e dizer que é garantia de vitória, porque fazer isso é subir no salto alto, é não ter humildade diante do eleitor, não perceber que quem ganha não é a pesquisa, é o voto na urna".

Salário mínimo

Na conversa com os jornalistas, a candidata também tentou esclarecer os números sobre a valorização do salário mínimo durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o primeiro debate entre os presidenciáveis na televisão, na última quinta-feira, a petista afirmou que a alta do mínimo foi de 74% acima da inflação.

O percentual foi contestado. Reportagem do jornal O Globo usou dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para apontar aumento real de 53,67% entre 2003 e 2010. Para Dilma, tudo depende do método de cálculo.

"Se pegar o período de janeiro de 2003, quando assumimos, até hoje, o reajuste real esta na faixa dos 70%. Se for considerada a data base de reajuste, de abril de 2003, a abril de 2010, a taxa é menor. À medida que vai se afastando da data base, vai caindo o valor", explicou. "Nunca antes na história desse País o salário mínimo teve reajuste na proporção que nós vimos", destacou.