Médicos residentes farão greve a partir desta terça-feira

JB Online

RIO DE JANEIRO - A partir desta terça-feira, dia 17, médicos residentes de todo o país entrarão em greve para reivindicar os reajustes da bolsa em 38%, e dos auxílios, 13ª bolsa, insalubridade e aumento de 4 para 6 meses de licença maternidade. No Rio de Janeiro, haverá uma assembleia às 18h, no auditório do Hospital Salgado Filho.

O movimento de paralisação é coordenado pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (www.anmr.com.br) e conta com o apoio de todas as entidades médicas. Nos estados, está sendo organizado pelas associações regionais e, no Rio de Janeiro, pela nova diretoria da AMERERJ (Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro).

De acordo com o processo-consulta nº 6.155/2001 e com o parecer nº 20/2002, ambos do CFM, a greve é legal e justa, desde que o Código de Ética Médica seja respeitado. Os atendimentos de urgência devem ser mantidos, a direção de cada unidade precisa ser informada sobre a paralisação e os residentes devem permanecer em assembleia dentro dos hospitais.

Os residentes, que somam mais de 22 mil em todo o país, entregaram ao Ministério da Saúde as reivindicações em questão.

Beatriz Costa, presidente da AMERERJ, ressaltou que a proposta do MEC e do Ministério da Saúde, de reajuste de 17%, é insuficiente. "Não aceitamos, porque o percentual oferecido está longe das perdas que tivemos. A bolsa não tem reajuste desde 2006. Infelizmente, chegamos a esse estado de greve, que é a última instância das negociações, e se tivermos de parar, vamos parar", salientou.

Durante o XII ENEM (Encontro Nacional de Entidades Médicas), ocorrido no fim de julho em Brasília, os residentes tiveram o apoio de todas as entidades médicas, entre elas o CFM, a Fenam e a AMB.

(Informações da Assessoria de Imprensa)