Dilma nega fábrica de dossiês

Da Redação, Jornal do Brasil

BRASILIA - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rechaçou domingo as acusações de envolvimento de sua campanha na elaboração de dossiês contra adversários políticos. Ela classificou as afirmações de eleitoreiras e defendeu que toda denúncia tem de ser investigada, não apenas as que forem direcionadas a ela.

As afirmações foram feitas durante ato político em Ceilândia, cidade do Distrito Federal. A última edição da revista Veja publicou entrevista com o ex-diretor do Previ Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, Gerardo Xavier Santiago. À revista, ele acusou o Previ de funcionar como fábrica de dossiês , que seria comandada por petistas e pelo ex-presidente do fundo, Sérgio Rosa.

A candidata lembrou o escândalo dos grampos telefônicos que marcaram o processo de privatizações de estatais, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Conversas telefônicas grampeadas mostravam indícios de irregularidades que beneficiariam empresas. A descoberta motivou a queda do então ministro das Telecomunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros.

Se for fazer vinculação de denúncias de pessoas que integram governos, levantemos de todos e não só os meus. Me parece bastante eleitoreira essa tentativa de vinculação afirmou. É possível que a imprensa levante tudo o que aconteceu em governos anteriores. Por exemplo, todos os grampos que ocorreram durante as privatizações no BNDES. Atingirão, por acaso, o candidato da oposição, o meu adversário, José Serra? Então acho que como aquilo não atinge, isso também não tem nada a ver com minha campanha.

A candidata disse que o ex-presidente do Previ é uma pessoa de respeito .

O que foi denunciado tem de ser apurado e provado defendeu a petista.

Na feira, a candidata participou de ato político ao lado do candidato do PT ao governo do DF, o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz e conversou com feirantes. A passagem de Dilma causou certo tumulto na feira.