Campanha do PMDB no MS é 3,7 vezes mais cara que a do PT

Portal Terra

CAMPO GRANDE - O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, do PMDB, que briga pela reeleição, declarou ter gastado no primeiro mês de campanha R$ 3,1 milhões, ante os R$ 838 mil de seu principal adversário, o ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT. O candidato do PSOL, Nei Braga, cuja estimativa de gasto é de R$ 1 milhão, disse não ter arrecadado nem gastado nada até agora.

Pelo balanço parcial da primeira prestação de contas dos candidatos divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a campanha do peemedebista custou até aqui 3,6 vezes mais que a do petista.

Puccinelli arrecadou, do dia 6 de julho para cá, R$ 3,6 milhões, R$ 3 milhões dos quais por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. O restante, cerca de R$ 640 mil, a candidatura dele atraiu, segundo o balanço, por meio de doações de seu partido e dos aliados. Ao menos até agora, Puccinelli, o mais rico entre os candidatos ao governo, dono de uma fortuna de R$ 5,3 milhões, não pôs a mão no bolso pela sua campanha, segundo registros da corte eleitoral.

Pelo divulgado pelo TRE, restou no caixa do candidato à reeleição algo em torno de R$ 550 mil. A estimativa de gasto máximo declarado por Puccinelli é de R$ 20 milhões até o fim da campanha.

Dos R$ 3,1 milhões que gastou nos primeiros 30 dias de campanha, uma média de R$ 104 mil diários, o comitê de Puccinelli aplicou mais dinheiro em publicidade por meio de materiais impressos, com serviços de terceiros e, principalmente, segundo o balanço, doando parte do arrecadado a candidatos da coligação e comitês.

Já a campanha de Zeca do PT, que arrecadou R$ 838 mil e gastou R$ 878 mil até agora - um saldo negativo de R$ 40 mil - aplicou mais recursos para pagar os serviços terceirizados, como a contratação de agências que produzem o programa eleitoral do partido.