Campanha de Marina condena posição do Itamaraty ante ONU

Marsílea Gombata, Portal Terra

S O PAULO - O coordenador da campanha da presidenciável Marina Silva (PV), João Paulo Capobianco, criticou, nesta quarta-feira (4), a posição do Itamaraty em querer mudar a maneira como a Organização das Nações Unidas (ONU) lida com os países que violam os direitos humanos. "O papel das Nações Unidas é fomentar a paz, a garantia dos direitos humanos, o respeito à liberdade. A ONU não pode em nenhum momento fraquejar nessa questão. Ela tem que atuar de forma ativa", afirmou.

De acordo com matéria publicada nesta quarta-feira (4) no jornal O Estado de S. Paulo, o Itamaraty propôs, através de carta enviada a todos os Estados-membros da ONU, que a entidade evite censurar publicamente países autoritários.

Capobianco afirmou que a campanha de Marina defende uma postura afinada com o respeito aos direitos humanos. "A campanha de Marina tem uma posição programática em fomentar, trabalhar na política nacional e na sua relação externa com o estímulo à democracia, o combate às ações que vão de encontro aos direitos humanos".

Ele acrescentou que, em um eventual governo da Marina, as boas relações com a ONU seriam priorizadas. "Certamente, num governo Marina Silva, vamos trabalhar para fortalecer as Nações Unidas justamente na busca da garantia, da paz, dos direitos humanos e do repeito à liberdade. E nós vamos trabalhar para estimular que a ONU faça isso de forma cada vez mais ativa e produtiva", disse.