Após explosão, ministro da Previdência tira pais de casa

Chico Siqueira, Portal Terra

ARAÇATUBA - O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, retirou seus pais de casa depois que uma bomba explodiu sobre o carro da família, na noite de segunda-feira. Os familiares do ministro, Nilson e Maria Aparecida, de 71 e 74 anos, dormiam quando, por volta das 23 horas, ouviram uma forte explosão na garagem da casa da família, localizada na rua vereador Aldo Campos, bairro Paraíso, em Araçatuba (a 540 km de São Paulo).

O atentado foi divulgado nesta quarta-feira, assim que Gabas chegou a Araçatuba, trazido por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele decidiu buscar os pais e levar a Brasília, onde estariam em segurança. A Polícia Federal (PF) e o gabinete de Segurança do ministério da Justiça foram acionados, mas até o momento não há qualquer pista sobre a autoria dos atentados.

O ministro disse acreditar em ato de vandalismo porque, segundo ele, não há qualquer fato que possa ligar o atentado ao seu cargo. "Não acredito que tenha a ver com meu cargo ou tenha conotação política. Prefiro acreditar que se trata de um ato de vandalismo, de alguns moleques que jogaram uma bomba caseira. Mas não posso ficar pagando para ver, por isso, estou levando meus pais para um lugar seguro", disse o ministro.

O caso está sendo apurado no 3º Distrito Policial e, agora, pela PF, a pedido do ministro. Os delegados responsáveis pelo caso não foram encontrados nem no 3º DP nem na delegacia da PF. A informação das secretárias é de que só eles poderiam falar sobre o caso. Peritos fizeram exames no local, mas não divulgaram a procedência do material explosivo.

A família de Gabas mora em um bairro de classe média. Seus pais são pessoas simples e conhecidas da comunidade, especialmente por colaborar com a paróquia da Igreja Católica da região. Por isso, o ministro também disse não acreditar se tratar de um ato contra os dois. Nesta quarta-feira eles ainda estavam assustados, mas a pedido do filho, não deram entrevistas. O ministro também proibiu os jornalistas de fazerem fotos do veículo, uma Honda Fit, que estava coberto e com o teto danificado pela explosão.