de São Paulo tem seis estações com má qualidade de ar por ozônio

Hermano Freitas, Portal Terra

SÃO PAULO - No quinto dia consecutivo de estado de alerta por baixa umidade do ar na capital, a região metropolitana de São Paulo tem seis regiões com ar considerado de má qualidade pela presença de ozônio. O poluente causa o agravamento de sintomas respiratórios como tosse e bronquite e de doenças pulmonares como asma e enfisema.

Segundo a medição que a Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb) realiza em 17 estações, o ar tem nível igual ou maior que 200 partículas por milhão do poluente no Parque Dom Pedro II, Mooca, Ibirapuera, Santana, São Caetano do Sul e USP. O pior resultado da semana havia sido na quarta-feira, considerado o dia mais poluído do ano. O ozônio é gerado pela interação do monóxido de carbono dos veículos com o sol e a baixa umidade dificulta sua dispersão.

A Defesa Civil de São Paulo decretou estado de alerta por volta das 12h desta sexta-feira, quando a umidade relativa do ar foi de 14%, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Às 15h, a umidade estava em 12%. O estado de alerta ocorre quando a umidade está abaixo de 20%, e o nono dia seguido em que entra em estado de atenção, quando a umidade é inferior a 30%.

Segundo a Defesa Civil, os possíveis sintomas provocados pela baixa umidade incluem dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele. Além disso, aumentam os riscos de transmissão de doenças respiratórias e de desidratação. A população pode sofrer ainda com rouquidão, garganta seca e possibilidade de inflamação da faringe, além do rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento. A população ainda pode contrair com maior facilidade conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco.

Os atendimentos em unidades de saúde na capital paulista quase dobraram com a queda da umidade. As consultas no Hospital Infantil Cândido Fontoura saltaram de 218 para 416 no domingo.

Cuidados

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a situação requer cuidados especiais, principalmente, entre as crianças e os idosos, considerados os grupos mais afetados pela baixa umidade.

De acordo as autoridades paulistas, para evitar maiores consequências, a população deve ingerir bastante água, sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco. Também é importante manter a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos.

Na hora de dormir deve-se escolher um local arejado e umedecido para minimizar os efeitos do tempo seco. Os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água (como bacias) ou umidificadores.

A secretaria recomenda ainda o uso de soro fisiológico para manter a lubrificação dos olhos e narinas, principalmente em casos de irritação. A população deve evitar banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e usar sempre que possível um creme hidratante.