Filha é presa por atrapalhar apuração de morte de ex-ministro do TSE

Portal Terra

DA REDAÇÃO - A polícia informou, nesta terça-feira, que prendeu cinco pessoas acusadas de atrapalharem as investigações sobre a morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela. Entre os detidos, está Adriana Villela, filha do magistrado.

Os mandados de prisão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, foram cumpridos em Brasília e Porto Alegre (RS). De acordo com a polícia, os pedidos foram feitos por serem "imprescindíveis às investigações do Inquérito Policial", diz trecho da nota divulgada pela polícia.

Além de Adriana, foram presos Rosa Maria Jaques, João Tocchetto, José Augusto Alves e Guiomar Barbosa da Cunha. Os pedidos de prisão preventiva têm duração de 30 dias, mas a polícia não deu maiores detalhes sobre o motivo, porque o caso está em segredo de Justiça.

O caso

Villela, sua mulher, Maria Carvalho Villela, e a empregada, Francisca Nascimento da Silva, foram encontrados mortos dentro do apartamento da família na Asa Sul, em Brasília, no final de agosto de 2009. Eles foram esfaqueados e tiveram os corpos esquartejados.

Os corpos foram encontrados nos apartamentos 601 e 602 do edifício Leme, depois que um chaveiro foi chamado para abrir as portas do imóvel, pois não havia sinais de arrombamento.

Segundo o laudo do Instituto de Criminalística, pelo menos duas pessoas entraram nos imóveis, e as vítimas foram mortas com 73 facadas. Os criminosos fugiram com US$ 700 mil em espécie e ao menos 12 joias - entre elas uma avaliada em US$ 28 mil.