Indicação de Alvaro Dias estremece aliança PSDB-DEM

Portal Terra

DA REDAÇÃO - Lideranças do DEM no Congresso afirmam que a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para assumir a vice de José Serra na chapa presidencial pode, junto a problemas regionais, abalar o casamento entre as legendas. Fala-se, inclusive, em desmontar a coligação já homologada na convenção tucana em 12 de junho.

Tucanos dizem que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, se precipitou ao fazer o anúncio no Twitter. O petebista disse que Alvaro Dias seria o vice, mas os tucanos passaram a, formalmente, apresentar o nome de Dias como um consenso na legenda.

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), já conversou com o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), sobre o assunto. O parlamentar carioca tem reiterado que, após a saída do ex-governador mineiro Aécio Neves da disputa pelo cargo de vice, o DEM teria direito ao posto. Um integrante do partido afirmou que outro agravante para o desconforto entre PSDB e DEM está concentrado em três Estados: Sergipe, Pará e Santa Catarina.

O PSDB apresentou a todos os partidos aliados o nome de Alvaro Dias para ocupar a vice. A cúpula tucana se reuniu na noite desta quinta-feira (24) e Guerra apresentou formalmente o nome do parlamentar como opção consensual da legenda para a vice. Serra deve ir ao Rio de Janeiro para participar da convenção nacional do PPS neste sábado. Aliados tucanos afirmam que o candidato deve conversar com Rodrigo Maia.

Pressões regionais

Na última quarta-feira (23), Guerra telefonou para Alvaro Dias e avisou que, caso seu irmão Osmar Dias (PDT-PR) aceitasse o acordo de concorrer ao Senado na chapa do ex-prefeito de Curitiba Beto Richa, as lideranças tucanas tentariam convencer o DEM a conceder a vaga de vice do presidenciável José Serra a ele. Osmar Dias é o nome indicado por sua atual legenda para disputar o governo do Paraná na chapa com PMDB e PT e deve apresentar ainda nesta sexta-feira sua decisão.