Candidato do Psol defende estatização de escolas e hospitais

Portal Terra

VITÓRIA - O pré-candidato à presidência da República Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), defendeu nesta quinta-feira, em Vitória, a estatização dos sistemas de saúde e educacional, como medida necessária para a universalização do acesso da população a atendimento médico e educação de qualidade.

"Nós defendemos que saúde e educação têm que ser monopólio do Estado. Enquanto houver privado e público, o público sempre sairá perdendo", afirmou o pré-candidato. Segundo Arruda, "na hora em que os grandes empresários tiverem que passar pelo mesmo hospital que os homens comuns, o sistema vai melhorar".

Plínio de Arruda esteve em Vitória para participar de uma série de encontros e debates com militantes e simpatizantes do partido. Em entrevista ao Terra, ele defendeu ainda uma reforma agrária de amplo espectro. "Defendemos que se desaproprie todas as propriedades acima de mil hectares, produtivas ou não. Assim vamos distribuir terra e riqueza. O país tem hoje 6 milhões de famílias deixando o campo para viver na miséria nas cidades", afirmou Plínio Arruda.

Ainda nesse tema, ele atacou os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "A Dilma disse hoje uma barbaridade. Disse que invasão de terra é crime. Todos estão comprometidos e, por isso, vão prometer aumento de créditos e assentamentos, mas não dizem como vão fazer", disse Arruda.

Mas não é somente nas propostas de governo que Arruda busca se diferenciar. A estratégia da campanha, segundo ele, será o marco de uma nova relação com o eleitor. Ele afirma que as campanhas atuais estão baseadas no dinheiro, uma situação que não reflete a realidade do Psol.

"Nós não temos e não queremos esse dinheiro. Minha campanha em São Paulo custou R$ 86 mil. Está tudo lá, declarado. Cada voto que recebi custou R$ 0,17. Entre os meus adversários, o mais barato gastou R$ 18 por voto". O segredo para alcançar o eleitorado, com menos recursos, segundo ele, é a internet. "Trinta por cento dos eleitores acessam a internet para conhecer o candidato", afirma Arruda. "É com este público que vamos dialogar, debater, apresentar nossa proposta", completa.

Para encerrar, Plínio de Arruda reclamou ainda do que classificou como "isolamento" do partido e de suas propostas. "Todos estão comprometidos, de uma forma ou outra, com o sistema. Nossa candidatura é de contraste. Queremos propor alternativas a tudo que está aí. Queremos criar um contraponto. O sistema já criou o script da campanha, com apenas três candidatos. Mas nós temos uma alternativa e não vamos desistir. A campanha está organizada dentro do pouco espaço que temos na TV e no rádio e vamos conquistar os votos da juventude. Vamos usar a internet, o twitter, para procurar os jovens no mundo deles", finalizou Arruda.