Bolsa família: governo quer salvar beneficiados

Ana Paula Siquera , Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A capital fluminense sedia quarta-feira e quinta-feira o último encontro de preparação para o Seminário Regional Interssetorial do programa Bolsa Família. O objetivo do evento é discutir as melhores formas de acompanhamento das famílias que não estão conseguindo se enquadrar nos critérios para receber o benefício.

O programa exige das famílias o cumprimento de 85% da carga horária escolar para crianças entre 6 e 15 anos de idade, e 75% para os adolescentes entre 16 e 17 anos.

No quesito saúde, as crianças de até 7 anos devem ser examinadas semestralmente, com a verificação do peso e medida, além de estar em dia com as vacinas. As mulheres têm que fazer o pré-natal. Os que não cumprem as exigências podem acabar perdendo o benefício.

Desde o final do ano passado, as famílias passaram a ser acompanhadas por meio de um processo unificado entre educação, saúde e assistência social. Mais de 2 mil famílias vem sendo acompanhadas.

De acordo com a secretária nacional de Renda e de Cidadania, Lúcia Modesto, os fatores de vulnerabilidade social que levam as famílias a descumprir os critérios são os mais diversos.

Famílias em áreas de risco, por exemplo, têm dificuldade em acessar qualquer serviço. É nesse sentido que as três áreas estão trabalhando de forma conjunta explica a secretária.

Lucia lembra que essas dificuldades não são impostas pelas famílias.

Cada criança que a gente deixa de atender é um fracasso para o poder público reconhece.

Rio

Cerca de 12,4 milhões de famílias são atendidas pelo programa em todo o país. No Rio de Janeiro, cerca de 668 mil são atendidas, sendo 163 mil só na capital. Destas, cerca de 13.300 apresentaram descumprimento na frequência escolar, e apenas 16 recebem acompanhamento.