Dilma pede que comprovação de suposto dossiê seja apresentada

Vagner Magalhães, Portal Terra

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, voltou a negar nesta terça-feira (8), durante visita à Embraer, em São José dos Campos (SP), a participação de sua campanha na orquestração do suposto dossiê que reuniria dados negativos de seu adversário José Serra (PSDB). A ex-ministra do governo Luiz Inácio Lula da Silva também pediu para que os documentos que confirmariam a existência do dossiê sejam apresentados.

"Tais documentos, se existirem, - porque eu não tenho conhecimento deles - não foram elaborados pela nossa campanha. Vamos deixar isso claro. E qualquer outra ilação é uma falsidade. Era bom que aparecessem esses documentos aos quais todo mundo se refere e ninguém demonstrou a existência deles", afirmou.

Dilma chegou à Embraer, em São José dos Campos, por volta das 14h30, onde foi recebida com um almoço pelo presidente da empresa, Frederico Curado, e pela direção da empresa. Na sequência, a presidenciável visitou um centro de realidade virtual e um hangar de montagem das aeronaves.

Antes da chegada na Embraer, por volta 11h, Dilma concedeu uma entrevista à rádio Planeta Diário. Antes de visitar a Embraer, a petista foi ao Parque Tecnológico da cidade, onde permaneceu por cerca de uma hora.

PIB e pressão inflacionária

Dilma comentou o crescimento de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) no último mês em comparação com maio do ano anterior e disse que não tem condições de prever qual será a evolução na taxa básica de juros (Selic).

"O Brasil está crescendo a uma faixa bastante elevada. Esperamos um ajuste (do PIB) até o final do ano. Porque ninguém cresce igual o ano inteiro. Esperamos que isso ocorra. Não tenho como fazer uma previsão de juros. Nem quando estava no governo eu fazia. Imagina agora que eu não estou".

A petista negou ainda que uma possível pressão inflacionária causada pelo aumento do consumo das famílias no País. "Risco de inflação eu não diria. Mas com a pressão da demanda, necessariamente há. Mas não posso te dizer o que isso implica em termos de política econômica", afirmou.