PMDB ameaça adiar anúncio de chapa Dilma-Temer

Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - O PMDB ameaça adiar a convenção nacional marcada para o próximo dia 12, caso o PT não chegue a um acordo com o partido sobre a indicação do candidato ao governo de Minas. Se consolidada, a mudança de data do encontro dos peemedebistas atrasaria mais uma vez o anúncio oficial do nome do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), como candidato a vice-presidente na chapa da pré-candidata petista ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff.

Diante do impasse, o anúncio do acordo entre as duas legendas em torno do candidato ao governo mineiro foi adiado para a próxima segunda-feira (7), às 10h, em Brasília. Entre peemedebistas há a pressão para que o senador Hélio Costa seja o escolhido, embora o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, brigue para ser o indicado por acreditar poder ter melhor desempenho em um eventual segundo turno contra o candidato tucano.

Após almoço nesta terça (1) com o presidente da Câmara dos Deputados, Costa disse haver um pacto para que a data da convenção peemedebista seja vinculada a um acordo sobre o governo de Minas. Internamente são feitas pesquisas quase que mensalmente para avaliar as chances de um dos dois pré-candidatos governistas - Hélio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT) - vencer o candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB).

"Não é só risco (de a convenção ser adiada) não. (A convenção) terá o calendário alterado por determinação da liderança do PMDB. Foi uma das colocações feitas durante nossa reunião. Se não chegarmos a um entendimento o PMDB possivelmente - e só quem decide isso é o presidente Michel Temer e a Executiva do partido - vai pedir o adiamento", afirmou Hélio Costa, negando que a ameaça de nova data para a convenção seja uma represália a petistas. "Não é represália. Nós temos um acordo e nós cumprimos a nossa parte. Se tiver algum impedimento que possa não levar a uma solução, o único jeito é adiar a decisão do nosso partido, que é uma decisão importante e que tem que ser referendada".

Para o vice-presidente da República, José Alencar (PRB-MG), independentemente de eventuais desgastes, o objetivo é conseguir consolidar um palanque único entre governistas para a campanha de Dilma Rousseff ao Planalto. "Ainda não há candidato, ainda não está definido. Lá está havendo uma disputa para ver de que forma nós podemos trabalhar essa eleição com um único palanque, mas é preciso que haja entendimento entre PT e PMDB para que haja esse único palanque. E isso está sendo objeto de tratativas durante todo tempo, com todo carinho e com todo cuidado", declarou Alencar.