Assassino era conhecido de escritor morto no PR, diz polícia

Joyce Carvalho, Portal Terra

CURITIBA - Segundo o delegado Silvan Rodney Pereira, da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (PR), o assassino do escritor Wilson Bueno estava dentro da residência com consentimento da vítima e era uma pessoa próxima. Ele foi encontrado morto na noite de segunda-feira com um ferimento no pescoço. Segundo o Instituto de Criminalística do Paraná, o escritor morreu depois de sofrer uma hemorragia ao ser golpeado.

Quem esteve dentro da casa levou dois aparelhos celulares e uma máquina fotográfica. De acordo com o delegado, os objetos podem indicar a autoria do crime e teriam sido levados por esse motivo. O escritório de Bueno estava revirado. O computador e o aparelho de fax foram retirados dos lugares onde ficavam normalmente.

O delegado informou que na residência do escritor foram encontrados um chinelo e uma marca de um pé em uma das poças de sangue no local do crime. Também estão faltando duas folhas no talão de cheque de Bueno. A polícia já tem suspeitos, mas não quis informar nomes. Nesta quarta-feira, o irmão de criação do escritor, além da empregada doméstica e um dos vizinhos, devem prestar depoimento.

O corpo de Wilson Bueno foi enterrado no final da tarde de hoje no Cemitério Municipal do Santa Cândida, em Curitiba.

Bueno nasceu em Jaguapitã, no Norte Central do Paraná, em 1949. É autor de 'Bolero's bar' (1986), 'Manual de zoofilia' (1991), 'Amar-te a ti nem sei se com carícias' (2004) e 'Cachorros do céu' (2005). Outro trabalho de destaque de Bueno foi o jornal Nicolau, considerado o Melhor Jornal Cultural do Brasil pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), em 1987. Ele também era cronista do jornal O Estado do Paraná, da revista Ideias e colaborador do caderno cultural do jornal O Estado de São Paulo.