SP: padre é detido pela 5ª vez por dirigir embriagado

CHICO SIQUEIRA, Portal Terra

ARAÇATUBA - O padre Aparecido Donizete Bianchi, 52 anos, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, foi detido novamente por suspeita de dirigir embriagado. É a quinta vez que o padre é detido pela polícia nessas condições. Ele já foi condenado pela Justiça por dirigir alcoolizado e desrespeitar policiais e ainda responde a mais três inquéritos policiais por cometer infrações de trânsito, dirigir embriagado, atropelar duas pessoas e fugir sem prestar socorro.

Das outras quatro vezes, os crimes aconteceram em ruas de Rio Preto, mas desta vez, o padre foi detido, por volta das 16h30 de domingo, no km 98 da rodovia BR-153, próximo ao pedágio de José Bonifácio, interior de São Paulo. De acordo com a assessoria da Secretaria Segurança Pública do Estado de São Paulo, o padre foi parado por patrulheiros rodoviários quando dirigia em zigue-zague pela pista. Parado, ele se negou a fazer o exame do bafômetro e por isso foi levado à Delegacia de José Bonifácio.

O delegado de José Bonifácio, Sebastião José Buzolinho, não quis falar sobre o assunto com a imprensa nesta segunda-feira, mas a assessoria da SSP, informou que ele espera o resultado de um exame de dosagem alcoólica, ao qual o padre foi submetido, para decidir se vai abrir inquérito. De acordo com a assessoria da SSP, o padre estava sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas foi liberado.

Na verdade, o padre teve a carteira apreendida em agosto de 2009 quando atropelou dois motociclistas ao atravessar uma preferencial, em Rio Preto. Pelo acidente, o padre perdeu o cargo de pároco da Catedral São José, a matriz de Rio Preto. Ele ainda passava por tratamento para se curar do alcoolismo, quando foi pego, em janeiro de 2010, dirigindo embriagado, acusado de atravessar outra preferencial, na região central da cidade, e colidir com o carro dirigido por um aposentado.

Pelas ocorrências, o padre foi transferido para a cidadezinha de Planalto, próxima a Rio Preto e José Bonifácio. Em 2006, o padre foi preso depois de ser parado na contramão e desrespeitar os PMs dançando a música do É Tchan com o som alto do carro e fazer gestos obscenos aos policiais. Por causa disso, ele foi condenado a dois anos, mas a pena foi transformada em multa.

Outro lado

Ouvido por telefone nesta segunda-feira, o padre Bianchi negou a autoria da infração e de ter dirigido embriagado. "Não era nada contra mim, eu não assinei nada. Eu fui confundido não sei por quem. Não houve nada. Não era eu quem estava dirigindo e vou processar os jornalistas que estão dizendo essas mentiras", disse.

Bianchi acusou a imprensa. "A mídia só vem atrás de mim quando é coisa ruim, quando é coisa boa os jornais não falam nada. Foi a mídia que me expulsou de Rio Preto", disse, desligando o telefone.

O padre ainda pediu para procurar outro padre, de nome Mauro, da Paróquia de José Bonifácio. Procurado, Mauro não foi localizado, segundo a secretária da paróquia, ele estaria numa casa, distante da cidade e sem telefone.