Polícia busca corpo de grávida de 9 meses assassinada no Pará

Portal Terra

BELÉM - Um crime violento chocou a cidade de Parauapebas, a 700 km de Belém, no Pará. Após vinte dias do desaparecimento da grávida Ana Karina Matos Guimarães, o ex-companheiro dela confessou o assassinato e disse que colocou o corpo dentro de um tambor de 20 litros cheio de pedras e o jogou em um rio da região. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fazem buscas, na manhã desta segunda-feira, pelo corpo da jovem, que tinha 29 anos e estava grávida de nove meses.

De acordo com a Polícia três pessoas estão presas acusadas de envolvimento no crime. O ex-companheiro da vítima, o pecuarista Alessandro Camilo de Lima, última pessoa que foi vista com Ana Karina, preso logo após o seu desaparecimento, confessou o crime somente na noite de ontem, em depoimento à polícia. "Ele confessou que o crime foi premeditado e que para isso contou com a ajuda de dois homens, na ocultação do cadáver", disse o delegado da polícia Civil André Albuquerque, que preside o inquérito sobre o caso.

A justificativa para o crime, segundo informou a polícia, teria sido as pressões que o acusado diz ter sofrido por parte da vítima. "Ele disse que não aguentava mais a pressão e resolveu planejar sua morte", afirmou o polícial. Ana Karina estava grávida de Alessandro, mas ele já estava noivo de outra mulher.

Ainda segundo o policial, também estão presos dois cúmplices conhecidos pelos apelidos de "Minêgo" e "Magrão", este último, um pistoleiro foragido da penitenciária de Marabá, município da mesma região de onde ocorreu o crime. Foi ele quem levou a polícia ao local onde a jovem foi morta. "O Magrão nos levou até a zona rural de Parauapebas, num loteamento chamado Hamilton Ribeiro, onde encontramos cápsulas e projéteis", contou o delegado.

O policial conta ainda que a polícia já tinha informações de testemunhas do local do crime. "Moradores da área disseram ter ouvido tiros no dia do crime, mas não souberam identificar de onde vinham", revelou Albuquerque.

No local, o pistoleiro explicou à polícia como tudo aconteceu. Segundo ele foi Alessandro que disparou contra a grávida e os dois ajudaram a ocultar seu cadáver. "O Alessandro teria atraído a jovem até lá e contado com ajuda dos dois, que colocaram o corpo dentro de um tambor de duzentos litros, que foi recheado de pedras e entulhos para que ficasse pesado. Foi feito um furo na ponta e posteriormente o tambor foi jogado dentro do rio, segundo contam os acusados", disse o policial.

O rio em que o tambor teria sido jogado é o rio Itacaiúnas, que também fica na região. Diante da informação, a polícia acionou o Corpo de Bombeiros para realizar buscas na área na tentativa de localizar o corpo da jovem. "Pedimos apoio aos Bombeiros para que disponibilizassem mergulhadores e a logística para as buscas", disse.