Newton Cardoso duvida de aliança PT/PMDB em Minas

Portal Terra

BELO HORIZONTE - O ex-governador de Minas, Newton Cardoso (PMDB), disse na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte, que o PT não vai apoiar a candidatura do senador Hélio Costa ao governo de Minas. Presente ao evento que empossou a nova presidência da Federação das Indústrias de Minas, Newton ironizou a aliança entre os dois partidos no Estado.

"O PT vai enganar até a última hora, eles não vão apoiar o Hélio Costa, já vi este filme", disse, em referência à campanha de 2006, quando foi o candidato ao Senado apoiado pelos petistas, que não se engajaram na disputa.

Pré-candidato a deputado federal, Newton Cardoso disse que "por enquanto" não vai pedir voto para Hélio Costa - caso ele seja o nome escolhido. "Tem que me procurar primeiro, ele nunca me procurou", ironizou. Newtão, como é conhecido no meio político mineiro, e Costa são rivais antigos dentro do PMDB e, atualmente, a sigla é dividida entre os grupos de um e de outro.

Em dezembro de 2009, com a morte do então presidente da sigla, Fernando Diniz, os dois políticos lançaram seus candidatos à direção estadual da sigla. Depois de uma campanha tensa e de muitas trocas de insultos, saiu vencedor o concorrente apoiado por Hélio Costa, o deputado federal Antonio Andrade.

O grupo do candidato de Newton, deputado Adalclever Lopes, se soma neste momento das negociações em Minas ao PT estadual e a vários deputados da sigla. Eles tentam enfraquecer a candidatura do senador peemedebista, defendendo o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT, como cabeça de chapa.

A pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, cumpre agenda nesta sexta-feira (28) em Belo Horizonte. Às 19h, no Estádio do Mineirinho, ela participa de um encontro da AMT (Ação Mulher Trabalhista), um grupo com representação em vários estados brasileiros, que defende os direitos das mulheres.

Na capital mineira, o evento, que acontece de dois em dois anos, é promovido pelo PDT Mulher. O partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no cenário nacional, apoia a candidatura da ex-ministra à presidência da República.

Dilma volta a Belo Horizonte após 19 dias e pela primeira vez após a divulgação das pesquisas em que aparece tecnicamente empatada com o tucano José Serra. Segundo a organização do evento, a passagem da presidenciável pela capital mineira será rápida e se restringirá à ida ao encontro do PDT.