SC: temporal atinge 11 cidades e deixa mais de 800 sem casa

Portal Terra

FLORIANÓPOLIS - Uma forte chuva, seguida de ventos que atingiram 72 km/h, causou prejuízos e levou pânico aos moradores de vários municípios de Santa Catarina no final da noite desta terça-feira. O número de desalojados e desabrigados chegou a 817 em onze cidades. Segundo dados da Defesa Civil do Estado 6,2 mil pessoas foram afetadas pelo temporal. Ao todo, são 28 municípios em situação de emergência.

A chuva torrencial começou a castigar fortemente toda a costa catarinense por volta das 19h. Galhos de árvores e placas acabaram caindo sobre redes elétricas deixando várias localidades às escuras.

Apenas em Palhoça, cidade da região metropolitana de Florianópolis, cerca de 300 pessoas precisaram deixar suas casas devido a deslizamentos de terra e alagamentos. Várias ruas ficaram completamente submersas. A prefeitura montou dois abrigos em escolas públicas e segundo informações do diretor da Defesa Civil, Nelson Paiva Júnior, o número de desabrigados ainda deve aumentar. "A chuva não cessou e acreditamos que possamos ter 500 pessoas sem ter aonde ir", afirmou durante a madrugada. O prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, decretou situação de emergência no final da noite.

Em Florianópolis, o temporal chegou a deixar em pânico muitos moradores. Por volta das 2 horas, a via Expressa Sul, principal ponto de acesso a bairros como Ribeirão da Ilha, Armação e Campeche, estava sem energia elétrica. As pontes de acesso da capital à região continental foi praticamente fechada após um deslizamento de terra em sua cabeceira, no km 1 da BR 282.

Além de Florianópolis e Palhoça, as cidades de São José, Itajaí, Penha, Biguaçu, Camboriú, Ilhota, Itapema, Santo Amaro da Imperatriz e Tijucas já informaram prejuízos à Defesa Civil estadual.

O número deve aumentar, de acordo com o major Emmerson Emmerin, diretor da Defesa Civil, pois muitas localidades ainda permaneciam durante a madrugada com sistemas de telefonia instáveis.

Por volta das 2h30 a chuva havia dado uma trégua na capital catarinense. Na Praça XV, a mais conhecida da cidade, o cenário parecia uma praça de guerra: árvores, galhos e lixo espalhados por todos os cantos. Muitos lojistas aproveitaram para começar ainda na madrugada o trabalho de limpeza das lojas. "Estamos limpando e vamos tirar tudo daqui. Não tem com abrir nos próximos dias", disse Carlos Almeida Luiz, proprietário de uma loja de roupas no centro da cidade.