Mulher tem crise nervosa e tumultua rotina do Ministério da Justiça

Agência Brasil

BRASÍLIA - A rotina de trabalho no Ministério da Justiça foi quebrada no fim da tarde desta segunda-feira, depois que Cláudia Maria do Nascimento Santos, 36 anos, natural da Paraíba, teve uma crise nervosa ao saber que a solução do seu caso não era da competência da Secretaria de Direitos Humanos.

Mãe de uma criança de 12 anos, ela queria o auxílio das autoridades para reaver o filho que teria sido levado para fora do país pelo pai, o norueguês Leif Harry Hauge.

Luis Antonio Romeiro, atual companheiro de Cláudia, disse que ela ficou desesperada porque há cinco meses não vê o mais novo de seus três filhos . De acordo com ele, o garoto teria sido levado pelo ex-marido sem autorização da mãe, apesar de Hauge ter ganho na Justiça a guarda da criança.

Há cerca de 20 dias, Romeiro e Cláudia vieram pela primeira vez a Brasília a fim de buscar ajuda da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e de parlamentares. Nos pediram para trazermos os documentos do garoto para que a Interpol fosse acionada para tentar localizá-lo, mas, hoje, nos disseram que ele não pode ser repatriado e que tudo que o governo pode fazer é tentar ajudar a estabelecer um contato entre a Cláudia e o filho , afirmou.

Segundo Romeiro, Cláudia chegou ao Ministério da Justiça muito nervosa. Frustrada com o resultado da conversa com um representante da Secretaria de Direitos Humanos, ela pediu para ir ao banheiro e aproveitado uma porta aberta para chegar ao terraço do prédio. No fim da noite, Cláudia decidiu deixar o local e foi levada para o Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paula, em Taguatinga.