Sensus: Dilma dá continuidade a Lula, mas Serra tem mais capacidade

Portal Terra

BRASÍLIA - A pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, é lembrada por 54,6% como o nome que mais representa a continuidade da política econômica e social do governo Lula, na pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo CNT/Sensus. Seu principal adversário, o tucano José Serra, é apontado com apenas 25,9% neste quesito.

No entanto, o ex-governador de São Paulo é o nome de "mais capacidade e experiência administrativa para governar o país" para 46,1% do eleitorado, enquanto Dilma é citada neste critério com apenas 33,1%.

A despeito das qualidades pessoais apontadas pelo eleitorado, é a garantia de benefícios sociais e econômicos que é apontada por 44,0% como o critério que mais se vai levar em conta na escolha do candidato a presidente. O currículo e a experiência administrativa ficam apenas na segunda colocação, com 34,9%.

Para 57,1% dos entrevistados, os benefícios econômicos e sociais foram gerados exclusivamente no governo Lula. Outros 17,4% acreditam que essas conquistas se devem exclusivamente ao governo Fernando Henrique Cardoso, e 16,2% ponderam que ambos os governos são responsáveis.

Na corrida pela preferência do eleitor na época da propaganda eleitoral, 45,7% dos entrevistados afirmam que as propostas dos candidatos serão o critério que mais será levado em conta na hora da escolha do candidato no pleito de outubro. Os debates na TV, considerados grande alavancadores de votos, são apenas segundo critério que os entrevistados dizem que mais vão levar em conta na definição dos votos, com 30,2%. Os programas eleitorais e as notícias na internet completam a lista com 11,5% e 4,4%, respectivamente.

Ainda que a ex-ministra seja apontada como o nome para a continuidade do governo Lula, quase metade dos entrevistados nunca ouviu falar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conjunto de obras prioritárias da gestão Lula coordenado por Dilma. O levantamento CNT/Sensus mostra que 20,8% têm acompanhado o PAC, 30,1% já ouviram falar e outros 46,6% não conhecem o rol de projetos.

Daqueles que conhecem o PAC, 68,9% disseram que ele tem ajudado ou vai ajudar o Brasil a crescer. Em sentido oposto, 18,1% acreditam que não vai ajudar ou não tem contribuído para o crescimento do país.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio com 2 mil entrevistas em 136 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.