PT e PMDB ainda tensionam por candidato próprio em MG

Portal Terra

BELO HORIZONTE - Em torno de uma mesa repleta de representantes de partidos políticos, o PT e PMDB comandaram nesta terça-feira (11) uma reunião em Belo Horizonte para afinar o discurso sobre o palanque único. O encontro reuniu PCdoB, PR, PRB e PDT, que participou apenas como convidado. Ao mesmo tempo em que tentam fechar o chapão para a disputa de outubro, os dois partidos jogam as fichas disponíveis para defender seu candidato ao governo mineiro. PT insiste no ex-prefeito Fernando Pimentel e o PMDB, com chances bem maiores, quer emplacar o senador Hélio Costa como cabeça de chapa.

No encontro, as lideranças confirmaram que o nome que irá liderar o palanque de sustentação à ex-ministra Dilma Rousseff em Minas será anunciado em 6 de junho. A preocupação dos partidos aliados agora é ajustar as chapas proporcionais, independente da decisão sobre a disputa majoritária. "Acertamos pontos importantes, e precisamos agora discutir para elegermos o maior número possível de candidatos", disse o presidente do PMDB e deputado federal Antônio Andrade.

Na avaliação do deputado estadual Durval ngelo (PT) ainda há margem de manobra para emplacar Pimentel na disputa como cabeça de chapa. "O que temos como certo? Que um nome sairá candidato a governador e o outro a senador. As outras vagas (vice e a outra cadeira para a disputa ao Senado) estão em aberto", afirmou.

Apesar do grande número de partidos reunidos ainda não há garantia efetiva da participação de todos no grupo PT/PMDB. Isso porque agora entra em jogo a formação das chapas proporcionais. Durval admite que até 30 de junho, data das convenções partidárias, o embate entre as legendas será mantido.

"As decisões estão muito tardias, principalmente aqui em Minas onde tem partido que apoia o Anastasia (candidato de Aécio Neves ao governo de Minas) e o Lula ao mesmo tempo. Por isso, muita gente ainda está conversando dos dois lados", disse.

Duas mesas

O caso mais emblemático do dia foi o PDT. Depois de tomar café da manhã com o grupo de Hélio Costa e Fernando Pimentel, o comando mineiro da sigla foi almoçar com o governador Antonio Anastasia (PSDB). A legenda, que apoiou o governo Aécio desde seu início, em 2002, ainda não decidiu de qual lado ficar. Chegou a apresentar uma "fatura" um pouco alta no encontro desta terça-feira (11) com PT e PMDB, pedindo a vice da chapa ou uma vaga para a disputa ao Senado. Não deve obter um sim.

O PR do ex-vice-governador Clésio Andrade também negocia dos dois lados. Andrade, aliás, é o nome colocado pelo partido para tentar uma vaga de senador. De todos os possíveis aliados, o PSB foi a ausência mais sentida no café da manhã. O partido ainda não bateu o martelo sobre qual companhia lhe convém na disputa de outubro.

Conselho político

Um conselho político formado por PT e PMDB irá direcionar todas as negociações a partir de agora. A primeira missão será agilizar o programa de governo a ser defendido na campanha estadual. Do lado petista, foi priorizado o grupo de Fernando Pimentel. São da sua cota três dos quatro escolhidos: o presidente estadual do PT, Reginaldo Lopes, o deputado federal Miguel Correa Júnior e o deputado estadual Durval ngelo. Ao ex-ministro Patrus Ananias coube um assento apenas, com o deputado federal Odair Cunha.

O PMDB terá no comando das negociações o seu presidente estadual Antônio Andrade, o deputado estadual Antônio Júlio, o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, e o ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado.