Governo de SP afasta comandantes da PM por morte de motoboy

Portal Terra

SÃO PAULO - Os comandantes do 22º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano foram afastados de suas funções nesta segunda-feira, por determinação do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto. A medida foi tomada para que seja apurada a eventual omissão dos militares no caso da morte de um homem em uma abordagem policial, no sábado, na zona sul de São Paulo.

Foram afastados o tenente-coronel Gerson Lima de Miranda e o capitão Alexander Gomes Bento, da 3ª Companhia, à qual pertencem os quatro policiais envolvidos na morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25 anos. Segundo a secretaria, os comandantes foram afastados "por revelarem, neste lamentável episódio, que não têm o comando da tropa".

Policiais pagaram fiança

Os quatro policiais envolvidos na abordagem ao motoboy Alexandre Menezes dos Santos, pagaram fiança de R$ 480 cada após o registro da ocorrência, ainda no sábado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o processo foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.

Os fatos ocorridos após a abordagem feita ao motoboy, às 3h45 da madrugada de sábado, foram registrados na 43ª Delegacia de Polícia, como homicídio culposo. O delegado José Carlos Shedid arbitrou fiança para que os policiais pudessem ser liberados.

O delegado determinou, ainda, encaminhamento da vítima para necropsia pelo Instituto Médico Legal e a realização de perícia na moto sem placas conduzida por Alexandre e na pistola calibre 357 encontrada com ele.

Luta corporal

Segundo o boletim de ocorrência, Alexandre Menezes dos Santos foi abordado na rua Guiomar Branco da Silva, na Vila Marari, zona sul de São Paulo. Ele estaria conduzindo uma motocicleta sem placas pela contramão.

Ao ser parado, ele teria se negado a apresentar documentos de identificação e entrado em luta corporal com os policiais, que chamaram reforço. Na tentativa de imobilizar o rapaz, os policiais aplicaram uma "gravata", mas Santos se soltou.

O golpe foi repetido, momento em que, segundo os policiais, o motoboy desmaiou e não voltou a si. Ele foi, então, levado para o pronto socorro do Hospital Sabóia, onde morreu. No hospital, ao colocarem Santos na maca, os policiais notaram a pistola em sua cintura.