Alckmin é "cavalo paraguaio", diz líder do governo

Laryssa Borges, JB Online

BRASÍLIA - Apesar da liderança nas pesquisas de intenção de votos, o pré-candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, não conseguirá ser eleito em outubro para o Palácio dos Bandeirantes por ser "um cavalo paraguaio". A avaliação é do líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Internamente, para tentar reverter a liderança do tucano, o PT espera que parte do eleitorado tire votos de Alckmin em prol do pré-candidato do PSB, Paulo Skaf, ou do nome apresentado pelo PP, Celso Russomanno, para garantir ao senador Aloizio Mercadante, postulante do PT ao cargo, a chance de enfrentar o tucano em um eventual segundo turno.

"O Skaf é o candidato do PSB. Não podemos combatê-lo e não temos como ajudá-lo. O fundamental era formar uma frente ampla. A minha avaliação é que o Alckmin, com todo respeito, é tipo um cavalo paraguaio", disse o parlamentar governista.

Ao seu núcleo de campanha, a pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, relatou que o próprio Skaf conversou com ela e com o deputado Antonio Palocci, um dos responsáveis pela campanha nacional petista, e disse que o PT barrava um eventual apoio do PCdoB e do PR a ele.

Ao lado do presidente nacional petista, José Eduardo Dutra, no entanto, a ex-ministra da Casa Civil garantiu ao presidente do PSB, Eduardo Campos, que liberava que o aliado buscasse os apoios dos comunistas e republicanos à pré-campanha de Paulo Skaf.

"O PSB pediu para que se discutisse com os partidos que já estão com o Mercadante para ir para (a campanha de) Skaf. Não vamos entrar nessa disputa (com PCdoB e PR)", afirmou Vaccarezza ao explicar as negociações sobre apoios na campanha de São Paulo.