Famílias interessadas em adoção passam por seleção

Amanda Cieglinski, Agência Brasil

BRASÍLIA - As famílias interessadas em adotar uma criança precisam passar por uma série de etapas até concluírem o processo. Antes mesmo de se inscreverem no Cadastro Nacional de Adoção são avaliadas por psicólogos e assistentes sociais.

Vamos verificar se existe equilíbrio emocional, afetividade, se é um ambiente em que impera a tolerância e o acolhimento, se todos os membros estão sintonizados com esse desejo da adoção , explica o chefe de adoção da 1ª Vara de Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes.

Recentemente, uma procuradora do Rio de Janeiro foi acusada de maltratar uma criança que estava sendo adotada por ela. Para o juiz Francisco de Oliveira Neto, da Associação dos Magistrados Brasileiros, é preciso trabalhar para reduzir casos como este. Infelizmente essas situações às vezes acontece porque algumas coisas não aparecem no estudo social, não trabalhamos com dados matemáticos. Um estudo social bem feito é fundamental para evitar esses casos .

Além da organização da família, Gomes aponta que a equipe responsável pelo estudo também investiga quais são os motivos verdadeiros para a adoção. A adoção tem que estar fundamentada por legítimas razões. Por meio dessas entrevistas filtramos o que está por trás desse desejo .

Depois de receber o parecer positivo desta equipe é que o candidato é autorizado pelo juiz a se inscrever no cadastro. Ele precisa fazer um curso de pré-adoção e depois que encontra a criança é mais uma vez avaliado por psicólogos e assistentes sociais.

São vários filtros e olhares que servem justamente para garantir a qualidade dessas famílias. A adoção é uma medida irrevogável. Não é um exercício recreativo, filantropia ou test drive. É para quem de fato deseja exercer as funções paternas ou maternas em relação a uma criança , explica Gomes.