Internet: plano de banda larga anima os fabricantes

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) poderá triplicar o faturamento dos fabricantes de equipamentos de telecomunicação que utilizam tecnologia nacional. Em alguns casos, esse faturamento poderá chegar a 600%. A estimativa é de alguns empresários que participaram sexta-feira da apresentação do PNBL feita pela ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

O plano prevê que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará inicialmente R$ 6,5 bilhões para financiar as empresas que utilizem a tecnologia nacional para a fabricação de equipamentos de telecomunicação.

Isso representa grandes possibilidades para as empresas nacionais, e resultará em empregos e no desenvolvimento de tecnologias disse o presidente da Gigacom, Roque Versolato.

Segundo ele, o setor emprega atualmente entre 2 mil e 2.500 pessoas, e é responsável por um faturamento anual perto de R$ 1,2 bilhão.

Com o PNBL teremos garantida por muitos anos a escala de produção e a entrada no mercado internacional afirmou.

O presidente da Padtec, Jorge Salomão, disse que o faturamento das empresas do setor de telecomunicação vai aumentar com a implantação do PNBL.

Nossa expectativa é a de triplicar o faturamento. Algumas empresas devem aumentar isso em até seis vezes. Isso certamente resultará no aumento da capacidade para o setor oferecer preços mais competitivos para os equipamentos.

Telebrás

Para o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, a reativação da Telebrás para gerenciar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) não deve prejudicar o mercado de telecomunicações., se as boas práticas de mercado forem respeitadas.

O objetivo do governo é que a Telebrás seja a espinha dorsal do projeto, e que empresas privadas atuem de forma complementar, levando o serviço de internet ao consumidor final.