Radicalismo mostra despreparo de Ciro, diz líder do governo

Laryssa Borges, Portal Terra

COMANDATUBA - O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), criticou duramente nesta sexta-feira as declarações do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e disse que ao atacar o governo Lula e o projeto de pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff o parlamentar age com um radicalismo com falta de "maturidade política".

"Qualquer linha auxiliar (candidatura dupla da base aliada) é linha que drena votos da base do governo. Na construção política o melhor é unir forças na ministra Dilma. Com esse radicalismo ele mostra inclusive que não estaria preparado para ser presidente da República", afirmou Jucá, que participa do Fórum de Comandatuba, na Bahia.

Na avaliação do político, Ciro Gomes também extrapolou ao projetar, em entrevista ao portal iG, um risco de crise fiscal e cambial em 2011 e 2012. "Discordo da avaliação dele da ministra Dilma, da aliança PT-PMDB. O PMDB é o partido que tem dado governabilidade ao País. Aprovamos todas as medidas de defesa macroeconômica do País. Como líder coordenei a aprovação dessas medidas todas. Lamento e discordo da posição dele de achar que o PT e o PMDB não podem fazer frente a qualquer crise que venha. Nós já vencemos a crise e vamos vencer outras crises que se colocarem", observou.

Ainda que a saída de Ciro da futura corrida presidencial não tenha sido oficializada, Jucá comentou que a subida de tom do deputado o coloca automaticamente fora da disputa pelo Palácio do Planalto.

"Ele está se colocando fora com esse discurso. Lamento a declaração do Ciro. Acho que é um erro de avaliação. É um político importante para o País, pode dar uma contribuição grande ao processo de sucessão do presidente Lula, mesmo que não fosse candidato a presidente. Há um espaço político nacional para ele, mas eu lamento a posição mais radical. Acho que não condiz com o momento de equilíbrio que o País vive", declarou.

"A gente pode colaborar com o País em diversos postos. Não é porque ele não pode ser candidato a presidente ou o partido dele prefere a união com a ministra Dilma que eu acho que ele deveria se furtar a uma colaboração. Isso é uma prova de maturidade política", concluiu Jucá.