Garis de São Paulo reduzem ritmo de trabalho e ameaçam entrar em greve

Agência Brasil

SÃO PAULO - Os garis de São Paulo reduziram o ritmo das atividades a partir de hoje (23) e ameaçam entrar em greve na próxima terça-feira (27), caso não haja acordo com as empresas responsáveis pelo limpeza da cidade. A categoria reivindica aumento salarial de 8,7%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), Moacir Pereira, as patrões ofereceram 4,77% de reajuste, o que desagradou à categoria. Pereira reclama que os garis paulistanos não recebem aumento desde março do ano passado.

Segundo ele , para conseguir fazer toda a coleta de lixo e limpeza das ruas da capital paulista os garis chegam a trabalhar 14 horas por dia.

Para pressionar as companhias de limpeza a concederem o reajuste, os trabalhadores estão cumprindo a jornada de normal de trabalho, de oito horas, sem hora extra. É desumano trabalhar 14 horas por dia em um serviço penoso como esse , ressaltou Pereira.

O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no estado de São Paulo e prefeitura de São Paulo não retornaram os contatos feitas pela Agência Brasil.