Ministério do Turismo suspeita que ONGs façam 'rodízio' em contratos

Portal Terra

BRASÍLIA - Três ONGs que receberam dinheiro do Ministério do Turismo são suspeitas de terem ligações entre si e pagar com recursos públicos empresas representadas pelos próprios associados. O ministério e órgãos de controle investigam se a troca de funcionários e a subcontratação das mesmas empresas seriam usadas para driblar o teto de R$ 1,8 milhão que cada entidade pode receber por ano do governo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

As ONGs Premium Avança Brasil (PAB), Instituto Educar e Crescer (IEC) e Equipe Chakart receberam R$ 11,6 milhões do Ministério do Turismo nos últimos três anos. Pelo menos 19 parlamentares destinaram recursos a elas no ano passado.

O IEC já teve como presidente Idalby Cristine Moreno Ramos, que já foi contratada pela concorrente PAB para prestar assessoria. A mãe dela, Mônica Moreno Ramos, é conselheira da PAB. As três ONGs negam parceria entre si e dizem ser concorrentes no mercado de festas. Entretanto, a PAB admitiu que contrata Idalby Ramos quando há "volume excessivo de projetos", fato confirmado pela consultora.