Justiça aceita denúncia contra acusado de matar Glauco

Portal Terra

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo confirmou nesta quinta-feira que recebeu e aceitou a denúncia da promotoria contra Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos. Cadu, como é conhecido, é acusado de duplo homicídio, duplamente qualificado, contra o cartunista Glauco Villas Boas e o filho dele, Raoni, no dia 12 de março. Ele confessou o crime durante a investigação policial.

O juiz José Marcos Silva, de Osasco, aceitou a acusação na última terça-feira. Agora terá início a fase de instrução do processo, com a apresentação de provas e testemunhas tanto pela promotoria, quanto pela defesa de Cadu. Se o magistrado entender que as evidências são suficientes, ele pode "pronunciar" o réu, ou seja, indicar que ele vá a júri popular.

A promotoria continua investigando a participação de Felipe de Oliveira Iasi, 23 anos, que teria levado Cadu à casa de Glauco e ajudado na fuga.

Entenda o caso

O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.