Interpol diz que alemã foi morta por causa de R$ 1,2 milhão

Ana Lima Freitas, Portal Terra

RECIFE - A Polícia Civil de Pernambuco revelou nesta quinta-feira que a turista alemã Jennifer Kloker foi assassinada por causa de um seguro de vida de R$ 1,2 milhão. A informação foi confirmada pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) que revelou ainda detalhes sobre os vários antecedentes criminais da família da alemã.

Segundo o relatório de mais de 150 páginas, Delma Freire, sogra de Kloker, reponde, na Itália, por crimes de lesão corporal e invasão a domicílio. Pablo Tonelli, marido de Jennifer, possui duas passagens pela polícia por roubo cometidos na cidade de Forli e Ferdinando Tonelli, sogro da alemã responde por um homicídio e violação às leis de construção.

De acordo com a Interpol, além do seguro de Jennifer, também foi feito um seguro em nome de Pablo Tonelli tendo como beneficiário também Ferdinando Tonneli. Caso Pablo viesse a morrer, seriam pagos 500 mil euros (R$ 1,2 milhão) e 125 mil euros em caso de incapacitação ou deficiência. Os seguros foram contratados a empresa Generali em 04 e 05 de março de 2009.

"O fato de Pablo entrar como assegurado seria justamente para não levantar suspeita, caso ele só fizesse em nome de Jennifer", afirmou Joselito Kerle, um dos delegados que investigaram o caso.

O relatório da Polícia Internacional aponta ainda que a alemã ganhou uma ação trabalhista na Justiça da Itália contra Ferdinando Tonelli, no valor de 4 mil euros, mas nunca foi paga. A cunhada de Kloker, Roberta Freire, também entrou com um processo contra Ferdinando pelo período em que trabalhou como cuidadora da mãe dele. Roberta ganhou a ação e recebeu 4 mil euros.

A existência do seguro reforça a tese de que o crime foi premeditado ainda na Europa pelos acusados, na expectativa de que receberiam o dinheiro e usufruiriam dele no Brasil. O relatório da Interpol deve seguir ainda hoje para o Ministério Público de Pernambuco.