GO: laudo isenta médico de morte de paciente após lipo

Portal Terra

GOINIA - Um laudo pericial feito pelo Instituto Médico Legal (IML) isenta o médico Wiliam Rack de qualquer responsabilidade pela morte da dona de casa Lana Elisa Santos Gomes, 35 anos, em Anápolis (GO), após uma cirurgia de lipoaspiração na Clínica Hospitalar Matermaria. Segundo o laudo, o que levou a dona de casa à morte foi uma insuficiência cardíaca aguda causada por uma embolia pulmonar.

O laudo foi entregue ontem ao delegado Luiz Teixeira, titular do 1º Distrito Policial de Anápolis, que deve tomar o depoimento da diretoria da clínica e do médico. Ele esteve no hospital na manhã desta quarta-feira, em busca de mais informações.

Lana Elisa morava na Espanha e visitava familiares em Ceilândia (DF), quando resolveu fazer a cirurgia em Anápolis. Ela passou pelo procedimento na manhã do último dia 4 e, à noite, começou a passar mal. Foi levada a um hospital, onde teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.

O presidente da regional Goiás da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Carlos Alberto Calixto, explicou que a embolia pulmonar pode ser causada por uma trombose em decorrência de um período prolongado de imobilização da pessoa. "Pode até acontecer depois de uma longa viagem. A pessoa fica muito tempo sem se mexer em um avião, vai para casa e horas depois tem uma morte fulminante".

Para Calixto, o que houve foi uma fatalidade. "O laudo foi claro. Não houve culpa nenhuma do médico. Infelizmente teve essa fatalidade. É algo que pode acontecer até quatro, cinco dias depois de uma cirurgia", disse.