No Dia Nacional do Circo, conheça mais da arte de fazer rir

Portal Terra

SÃO PAULO - Neste sábado (27), se comemora o Dia Nacional do Circo e a cidade de São Paulo traz uma programação especial que acontece na praça Benedito Calixto (veja informações no final do texto) . A data escolhida marca o nascimento de Abelardo Pinto, o palhaço Piolim. Nascido há 113 anos, Pinto iniciou a carreira circense com apenas sete anos com números de contorcionismo, até ganhar o país como palhaço.

O nome Piolim, que vem do espanhol, significa "barbante fino", em referência às suas frágeis pernas. Com inspiração no figurino de palhaços europeus, o figurino de Piolim trazia o colarinho branco e um chapéu-coco. Considerado um artista por excelencia, foi eleito representante legítimo da arte popular brasileira na Semana de Arte Moderna de 1922.

Morto há 37 anos, a data em comemoração à arte de fazer rir veio dez anos depois e chega ao 27º aniversário em 2010. Sucessores de Piolim, palhaços como Chicharrão, Picolino, Arrelia, Pimentinha, Torresmo, Bozo, Vovó Mafalda, Atchim & Espirro, Papai Papudo e Papati & Patatá foram, e ainda, são modelos da arte do riso.

Outros dispensaram maquiagem e roupas coloridas, abusando das piadas, da desenvoltura corporal e humor pastelão, como Os Trapalhões, formado pelo quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, além de nomes como Chico Anysio, Tom Cavalcante e Tiririca, cujos personagens marcaram o imaginário popular brasileiro.

História

Estipular uma data para o surgimento do circo ainda é algo inviável, mas acredita-se que a arte tenha nascido na China, onde foram encontradas pinturas com mais de cinco mil anos mostrando acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Egito, Índia e Grécia também possuem registros de espetáculos grandiosos que contavam com elementos circenses.

Após um grande salto no tempo, o imperador chinês, após assistir a uma celebração circense em 108 a.C., determinou que a festa acontecesse todos os anos. Na Grécia, os sátiros tornaram-se os responsáveis por fazer o público dar risada, dando o primeiro passo para o surgimento dos palhaços.

Acredita-se que a primeira instação circense oficial tenha sido em Roma, por volta de 70 a.C, mas os conflitos entre os povos faziam das arenas locais de combate. Isso fez com que os artistas se apresentassem em outros espaços, com números de malabarismos e mágicas.

Porém é, somente em 1770, na Inglaterra, que surge o circo como o conhecemos. O local, que recebeu o nome de Astley's Amphitheatre, tinha um picadeiro e uma arquibancada, exibindo apresentações militares, que logo foram substituídas por saltimbancos, equilibristas e palhaços.

No Brasil, a chegada do circo ganhou contornos diferentes. isso porque a influência cigana ainda era muito forte por aqui no século 18. Fugidos da Europa, esse povo aproveitava as festas religiosas para exibir suas habilidades com cavalos e talento ilusionista.

E é no final do século 19 que o circo ganha ares itinerantes, tendo no palhaço seu personagem principal. E, novamente, as transformações culturais aconteceram: da mímica dos silenciosos palhaços europeus, o Brasil traz personagens falantes, cantores, que tocam instrumentos e trazem o senso de humor malandro dos brasileiros.

Comemoração

E, para comemorar o Dia Nacional do Circo acontece, no Espaço Plínio Marcos, em São Paulo, uma tarde de autógrafos, leituras, apresentações circenses e musicais. A diretora fundadora do Circo Spacial, Marlene Olímpia Querubim, autografa os livros Coração na Lona - Poesias e Momentos Mágicos e a pesquisadora e diretora do Centro da Memória do Circo na Galeria Olido, Verônica Tamaoki, autografa a obra O Circo Nerino. Participam do evento, também, os palhaços Clerouak & Maria Lulu, a malabarista Carol Thiago, o músico Haroldo Oliveira e o designer Marcelo Meniqueli, apresentando o Circonteúdo, o portal da diversidade circense.

Serviço:O Autor na Praça no Dia Nacional do Circo (Espaço Plínio Marcos - Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto - Pinheiros - São Paulo)- 27/03 (sábado) - a partir das 11h