Polícia apreende computadores de envolvidos na morte de Glauco

Portal Terra

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo apreendeu os computadores dos dois envolvidos no assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e do filho, Raoni. As apreensões foram realizadas nesta sexta-feira com autorização da Justiça de Osasco (SP), segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O objetivo da polícia é averiguar se os suspeitos mantinham contato e se já haviam conversado sobre o crime. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes é suspeito de matar o cartunista e Felipe Iasi é acusado de participação no crime.

Em depoimento prestado à polícia, Iasi, dono do carro usado no crime, disse que foi sequestrado por Carlos Eduardo que, com uma arma, o obrigou a levá-lo para a casa do cartunista. Ele disse ainda que fugiu sozinho do local.

De acordo com rastreamento feito pela polícia por meio do celular de Carlos Eduardo, após o crime o suspeito de matar os dois teria percorrido uma distância muito longa em pouco tempo.

Entenda o caso

O cartunista e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada de sexta-feira, dia 12 de março, com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.