Lula terá encontro com presidente chileno depois da Páscoa

Agência Brasil

BRASÍLIA - Independentemente das divergências ideológicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro marcado para a semana seguinte à Páscoa com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, em Brasília. Na pauta, estarão assuntos como economia, política e esporte, além do apoio para a reconstrução do Chile, parcialmente destruído em decorrência dos tremores de terra e tsunamis que atingiram o país desde o final de fevereiro.

Primeiro presidente de centro-direita do Chile, depois de 20 anos da esquerda no poder, ao ser eleito, Piñera disse que daria prioridade às relações bilaterais com o Brasil e a Argentina. Ele cumpre agora a promessa ao viajar, primeiro, para Buenos Aires, no dia 9 de abril, e, em seguida, para Brasília. Antes, ele conversou com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Antes do primeiro turno das eleições chilenas, Piñera esteve com Lula. Também tem contatos permanentes com integrantes do DEM, cujo principal interlocutor é o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, que é casado com uma chilena. A eleição do presidente do Chile foi acompanhada atentamente pela cúpula do Democratas por acreditar que representava uma nova etapa histórica.

Empresário bem-sucedido e um dos homens mais ricos do Chile, Piñeira defendeu a aproximação com os países que foram o Bric Brasil, Russia, Índia e China. Já aprofundamos vários diálogos e estamos tratando de dar continuidade a isso. São grandes países e grandes economias, queremos muito estreitar relações , disse ele, no começo do mês, em Santiago.

O governo do Brasil foi um dos primeiros a anunciar o apoio ao Chile. Foi enviado o hospital de campanha da Marinha com capacidade para até 400 atendimentos e uma ampla infraestrutura com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e emergência. O hospital brasileiro foi instalado no Bairro Cerro Navia, um dos mais pobres de Santiago. Também foram levados ao Chile, do Brasil, dois helicópteros. As aeronaves foram enviada à Concepción, a segunda maior cidade chilena e bastante danificada, pontes mecânicas e telefones satélites.

Com Amorim, Piñera conversou sobre a possibilidade de um acordo com o Brasil sobre os programas esportivos desenvolvidos no país. Em vários discursos, o presidente chileno, que é atleta (ele corre diariamente e joga futebol nos fins de semana), disse estar preocupado com o sedentarismo da população do Chile. Segundo ele, sua meta é mudar este comportamento.

Em janeiro, Piñeira foi eleito em uma das disputas mais concorridas da história política do Chile. Ele venceu com 51,6% dos votos contra 48,3% dados ao candidato governista, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz (de centro-esquerda), apoiado pela ex-presidente Michelle Bachelet. Piñera venceu com o discurso da necessidade de mudança, de geração de emprego e avanços econômicos.

Segundo o presidente do Chile, suas metas são reduzir a pobreza no país até 2014, aperfeiçoar os sistemas públicos de saúde e educação, além de combater a violência e a delinquência. Com o discurso de campanha, ele reafirmou que seu objetivo é implementar um governo de mudança e renovação.