Casal Nardoni já está no fórum para provável último dia de julgamento

JB Online

SÃO PAULO - Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados pela morte da menina Isabella Nardoni, em 29 de março de 2008, já estão no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, para o o provável último dia de julgamento do caso.

Depois de quatro dias de depoimentos de testemunhas e dos réus, os jurados do Conselho de Sentença estão próximos de dar seus veredictos e decidir o destino do casal acusado de matar a menina Isabella em 2008.

O provável último dia do júri popular deve começar com a fase dos debates entre defesa e acusação. Ministério Público, representado pelo promotor Francisco Cembranelli, tem um prazo de uma hora e meia e uma hora excedente (em um total de duas horas e meia). Defesa, comandada pelo advogado Roberto Podval, tem o mesmo espaço. Se houver necessidade, o promotor pode optar por uma réplica que pode resultar em tréplica da defesa - cada uma com duração de cerca de duas horas.

O tempo de debate pode ser prolongado ainda mais em função de acordo entre as partes e dependendo da anuência do juiz. Após ser encerrada a fase dos debates, o Conselho de Sentença (formado pelos sete jurados) se reunirá na Sala Secreta com o magistrado, promotor e advogados para a votação dos quesitos.

O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta do Conselho de Sentença. Em seguida, o juiz Maurício Fossen fará a leitura da decisão do júri no Plenário e, caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.

Nesta quinta-feira, os réus prestaram seus depoimentos por cerca de dez horas, respondendo indagações do promotor Francisco Cembranelli e do advogado de defesa Roberto Podval. Ambos choraram, se disseram inocentes e acusaram a polícia de pressioná-los a confessar o crime após a morte da menina.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na Zona Norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou segunda-feira. Pelo crime de homicídio, a pena é de, no mínimo, 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

Com Portal Terra