Advogado de casal pede tréplica e retoma debate com acusação

Fabiana Leal e Hermano Freitas, Portal Terra

SÃO PAULO - Mesmo tendo utilizado apenas uma hora das duas horas e trinta minutos a qual tinha direito durante a sua primeira explanação aos jurados, o advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, pediu tréplica e voltou a debater com acusação às 20h15 desta sexta-feira. Após a argumentação do defensor, que pode durar até duas horas, o júri segue para o desfecho final, quando o Conselho de Sentença se reúne na sala secreta.

O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta. Em seguida, o magistrado fará a leitura da decisão do júri no Plenário, o que está previsto para o início da madrugada de sábado, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.

O caso

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.