Caso Isabella: 15 testemunhas devem depor no segundo dia do júri

Portal Terra

SÃO PAULO - O segundo dia do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, no Fórum de Santana, Zona Norte de São Paulo, que começa às 9h, deve ser dedicado aos depoimentos de 15 testemunhas. Nesta segunda-feira, depôs apenas a mãe da menina Isabella Nardoni, morta em 2008.

O julgamento do casal Nardoni começou às 14h17 de segunda-feira com o sorteio dos jurados, quando o início estava previsto para as 13h. Além disso, a instrução do júri e a leitura da denúncia demoraram pouco mais de duas horas e Ana começou a ser ouvida apenas às 19h30.

A testemunha de acusão é Luiz E. Carvalho, primeiro policial militar a chegar ao local. As de defesa são Rogério Pagnam (jornalista), Gabriel Santos Neto (pedreiro que disse à Folha de S.Paulo que uma obra ao lado do prédio teria sido arrombada na noite do crime), Rogério Neres de Souza (advogado de defesa que deixou o caso), Kalixto Kalil Filho (delegado da 40º DP), Márcia Iracema Bosch Casagrande (perita do Instituto de Criminalística), Sérvio Viera Ferreira (perito do IC), Mônica Miranda Catarino (perita do IC), Carlos Penteado Cuoco (médico do Instituto Médico Legal), Laércio de Oliveira Cesar (médico do IML), Jair Stirbulov (escrivão do 9º DP), Theklis Caldo Katisedenios (investigador 9ª DP). Em comum, defesa e acusação têm as testemunhas Renata Pontes (delegada do 9º DP), Paulo Sérgio Dieppo Alves (médico IML), Rosangela Monteiro (perito do IC).

Os jurados ficaram à disposição do Tribunal de Justiça durante a noite, instalados no Fórum da Barra Funda, e as testemunhas, no próprio Fórum de Santana.

Nardoni e Anna Carolina ficaram sob responsabilidade da escolta da Polícia Militar, que não havia informado, até às 23h, em que carceragem eles passariam a noite.

Dezenas de pessoas, entre jornalistas, estudantes, curiosos e manifestantes pedindo justiça, acompanharam o caso que comoveu a opinião pública nacional do lado de fora do tribunal e a expectativa é de que a situação se mantenha neste segundo dia.

O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deve durar cinco dias. O júri popular ouve 16 testemunhas, sendo 11 arroladas pela defesa, três compartilhadas entre advogados do casal e acusação e duas do Ministério Público. Seis foram dispensadas pela defesa ainda no primeiro dia e uma, pela acusação.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na Zona Norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.